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Cuba denuncia pressão dos EUA sobre acordos médicos

O governo cubano acusa os EUA de tentar desmantelar suas missões médicas no exterior, pressionando países da América Latina a rescindirem acordos de cooperação. A CIDH aponta graves violações de direitos humanos nas m...
Foto: imagem colorida medicos cubanos

Cuba, por meio de seu ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, denunciou uma suposta campanha dos Estados Unidos para desestabilizar sua economia. Segundo ele, os EUA estariam pressionando nações da América Latina e do Caribe a rescindirem acordos de cooperação médica com Havana, o que, segundo o governo cubano, visa "sufocar" a economia da ilha.

A acusação surge após a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) relatar, em um documento recente, sérias violações de direitos humanos nas missões médicas cubanas no exterior. O relatório menciona indícios de retenção de salários, confisco de passaportes e ameaças a profissionais que tentam deixar essas missões.

Rodríguez afirmou que países como Guatemala, Honduras, Jamaica e Guiana já rescindiram acordos que permitiam a presença de médicos cubanos, alguns em vigor há até 25 anos. Ele descreveu a ação dos EUA como uma "perseguição" e "extorsão" contra outros governos, utilizando "falsos pretextos".

Dados oficiais indicam que cerca de 24 mil profissionais de saúde cubanos atuavam em 56 países até 2025. O chanceler cubano destacou que as brigadas médicas têm um caráter voluntário e contribuem para o fortalecimento dos sistemas de saúde locais, embora a CIDH conteste essa narrativa.

O presidente da CIDH, Edgar Stuardo Ralón, afirmou que as evidências apontam para trabalho forçado e tráfico de pessoas. O relatório revela que as missões médicas geraram US$ 4,882 bilhões em 2022, representando 69% das exportações de serviços de Cuba, mas os profissionais recebem apenas uma fração do que é pago pelos países anfitriões.

Ralón também mencionou que os médicos enfrentam condições precárias e jornadas excessivas, além de restrições severas à liberdade de locomoção. Os salários não são pagos diretamente aos profissionais, mas sim ao Estado cubano, que faz deduções antes de redistribuir os valores.

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