Recentemente, Cuba adquiriu mais de 300 drones militares e está avaliando cenários para sua utilização, incluindo possíveis ataques à base americana de Guantánamo e até mesmo ao território dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo site Axios, que citou fontes de inteligência classificadas.
Esse desenvolvimento ocorre em um contexto de tensões elevadas entre Cuba e os Estados Unidos, com autoridades cubanas acusando Washington de preparar o terreno para uma intervenção militar. Um alto funcionário americano, que pediu para não ser identificado, expressou preocupação com a proximidade dessa tecnologia, descrevendo-a como uma "ameaça crescente".
Desde 2023, Cuba tem adquirido drones de ataque da Rússia e do Irã, e busca expandir ainda mais suas capacidades. A relação entre os dois países, que são adversários ideológicos, tem se deteriorado nos últimos meses. O ex-presidente Donald Trump já classificou Cuba como "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional dos EUA, sugerindo ações militares na região.
Além do embargo econômico que vigora desde 1962, os Estados Unidos impuseram um bloqueio petrolífero a Cuba, permitindo a chegada de apenas um navio petroleiro russo desde janeiro. Em maio, Washington anunciou um endurecimento das sanções contra a ilha.
Nesse cenário, o diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Havana para uma reunião com altos funcionários cubanos, enquanto as negociações entre os dois países continuam difíceis. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país está "pronto
para enfrentar qualquer agressão militar americana, e a defesa civil cubana divulgou um
guia da família" para proteção em caso de ataque.