A morte de Henry Nowak, um estudante esfaqueado em dezembro de 2022 em Southampton, no sul da Inglaterra, desencadeou uma crise nacional no Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer se reuniu nesta quinta-feira, em Downing Street, com a família da vítima, que clama por justiça e pede que o caso não seja utilizado para fomentar divisões sociais.
O agressor, Vickrum Digwa, de 23 anos, foi condenado na última segunda-feira (1°) à prisão perpétua, com um período mínimo de 21 anos a ser cumprido. Durante o crime, Digwa alegou ter sido vítima de agressão racista e afirmou ter agido em legítima defesa, levando a polícia a algemar Nowak, que já estava gravemente ferido e veio a falecer pouco depois.
A atuação da polícia está sendo investigada pela IOPC, órgão responsável por apurar condutas de agentes, que deve divulgar um relatório em até três meses. O caso gerou uma onda de especulações nas redes sociais, exacerbadas por vídeos da intervenção policial e comentários de figuras públicas.
Starmer criticou a interferência de Elon Musk, dono da plataforma X, que fez postagens sugerindo que a polícia britânica teria uma política "racista contra brancos
. As declarações de Musk foram amplamente compartilhadas por grupos de extrema direita, que acusam a polícia de preconceito. O primeiro-ministro afirmou que as publicações de Musk buscam
estimular divisão".
A família de Nowak pediu que o caso não seja utilizado para aumentar o "ódio ou tensão". A IOPC atua como uma corregedoria independente, encarregada de avaliar se houve falhas de procedimento ou abuso de autoridade por parte da polícia.