A escalada do conflito no Oriente Médio resultou em um significativo aumento no deslocamento de pessoas no Líbano. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 130 mil indivíduos cruzaram a fronteira para a Síria desde o início de março, enquanto mais de um milhão foram forçados a deixar suas residências dentro do próprio Líbano.
A diretora-geral da OIM, Amy Pope, comentou que a situação evidencia como a instabilidade pode alterar rapidamente os padrões de mobilidade em regiões inteiras. Ela ressaltou que a guerra intensifica a pressão sobre comunidades já vulneráveis e aumenta a demanda por assistência humanitária.
A maioria dos que deixaram o Líbano em direção à Síria, cerca de 95%, são cidadãos sírios que estavam no país em busca de trabalho. O pico desse movimento ocorreu entre 2 e 18 de março.
Dentro do Líbano, o número de deslocados internos continua a crescer. Dados das autoridades locais indicam que mais de um milhão de pessoas se encontram nessa situação até 22 de março, incluindo mais de 134 mil que estão abrigadas em instalações coletivas. Muitas outras buscaram abrigo em casas de familiares ou em comunidades de acolhimento, enquanto alguns têm dormido em carros ou ao ar livre.
A instabilidade também está provocando deslocamentos em outras rotas da região. Entre 1º e 16 de março, mais de 6.700 pessoas deixaram o Irã em direção ao Paquistão, e a OIM prevê um aumento nas partidas rumo ao Afeganistão. A organização observa que o retorno de afegãos que vivem no Irã permanece limitado devido à insegurança e às restrições de transporte, mas alerta que essa situação pode mudar rapidamente.