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Cortejo de música tradicional anima o Parque do Povo

No último domingo, o Parque do Povo foi palco do "Cortejo Pífano e Percussão", promovido pela Secretaria de Educação, celebrando a cultura nordestina com a participação de diversas faixas etárias.
Foto: Blogdomarciorangel

O Parque do Povo, em Campina Grande, recebeu no último domingo (07) o

Cortejo Pífano e Percussão: Arte, Educação e Cultura

, uma iniciativa da Secretaria de Educação do município. O evento reuniu crianças, jovens, adultos e idosos em uma celebração da música e das tradições populares nordestinas.

Sob a coordenação do professor Silvio Silva, que acompanha o projeto desde sua criação em 2022, a atividade visa não apenas o ensino musical, mas também a aproximação das gerações à cultura popular. Utilizando instrumentos tradicionais como pífano, zabumba, triângulo, agogô e tarol, o projeto busca formar indivíduos sensíveis à arte.

A gente forma pessoas sensíveis à música. Eles abraçam isso, levam para as suas famílias, e a cultura salva

, afirma Silva.

O cortejo percorreu os espaços entre o Parque do Povo e o Parque Evaldo Cruz, levando música e tradição a moradores e turistas. A secretária de Cultura, Anny Karenine, ressaltou a importância da atividade como parte de um esforço contínuo de valorização cultural promovido pela Escola de Formação Cultural Lourdes Ramalho.

Hoje nós fizemos uma aula aberta com o professor Silvio Silva e duas de suas turmas, uma de percussão e outra de pífano — explicou.

Entre os participantes, alunos da melhor idade destacaram a relevância do evento. Lenivalda, que toca triângulo há seis meses, expressou sua gratidão pela oportunidade.

É muito gratificante. O professor é excelente e dá todos os passos possíveis para a gente aprender — disse. Gilvandro, de 73 anos, também compartilhou sua experiência, afirmando que nunca é tarde para aprender algo novo.

O cortejo também contou com a participação de Anthony, de 12 anos, que toca pífano há três anos e representa uma tradição familiar. Ele expressou orgulho em tocar ao lado de seu pai e em preservar a herança cultural.

É uma honra tocar aqui com meu pai e os alunos dele do Centro Cultural — afirmou.

A atividade não apenas promoveu a música, mas também reforçou a importância da educação na valorização da cultura nordestina, assegurando que tradições como a música de pífano continuem a ser transmitidas entre gerações.

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