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Corregedoria do MP investiga uso de verba pública em viagem à Copa

A Corregedoria Nacional do Ministério Público instaurou um procedimento para investigar o pagamento de R$ 44,4 mil em diárias para promotores do Ceará participarem de eventos da Copa do Mundo de 2026.
Foto: Corregedoria do MP apura viagem de promotores à Copa com verba pública

A Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP) iniciou um procedimento para investigar o uso de R$ 44,4 mil em diárias e ajudas de custo autorizadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). O objetivo é apurar a participação de promotores e do procurador-geral em agendas institucionais relacionadas à Copa do Mundo de 2026.

A determinação foi feita pelo corregedor nacional do MP, Fernando Comin, na quinta-feira (11/6). A apuração foi motivada por uma notícia de fato enviada ao procurador-geral de Justiça do Ceará, Hebert Gonçalves Santos, solicitando informações detalhadas sobre a participação dos membros do MPCE no evento.

Entre os dados solicitados estão os atos administrativos que autorizaram as viagens, a identificação dos participantes, os objetivos das agendas, o período de afastamento e os valores gastos em diárias e outras despesas. A Corregedoria também requisitou cópias de relatórios e documentos relacionados às atividades dos promotores.

A investigação foi instaurada após a divulgação de que o MPCE havia autorizado o pagamento de R$ 44,4 mil para três integrantes da instituição participarem de eventos vinculados à Copa do Mundo de 2026 e à preparação da Copa do Mundo Feminina de 2027.

Os promotores Dérick Funck Leite e Wander de Almeida Timbó receberam, juntos, R$ 29.836,98 em diárias e ajudas de custo para uma viagem aos Estados Unidos entre os dias 19 e 25 de junho. Cada um deles recebeu seis diárias internacionais de US$ 485, além de R$ 200 de ajuda de custo. O procurador-geral de Justiça do Ceará, Hebert Gonçalves Santos, teve autorizados R$ 14.572,41 para participar de uma agenda em Dallas relacionada à Copa do Mundo Feminina de 2027.

Em nota, o MPCE afirmou que não há irregularidades nas viagens. Segundo o órgão, os promotores fazem parte de uma comissão do Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), vinculado ao Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público. O MPCE também destacou que as passagens aéreas, hospedagens e ingressos para os jogos da Copa serão custeados pelos próprios membros, e que as experiências adquiridas servirão de subsídio para o planejamento de ações relacionadas ao torneio feminino que será realizado no Brasil.

A agenda, segundo o MPCE, tem caráter institucional e técnico, voltada ao acompanhamento de protocolos de segurança, gestão de multidões, prevenção de conflitos e articulação entre órgãos de segurança e entidades responsáveis pela organização dos eventos esportivos internacionais.

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