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Copa do Mundo de 2026: 41 países com histórico de ações dos EUA

Durante a Copa do Mundo de 2026, 41 das 47 seleções participantes têm registros de intervenções dos Estados Unidos ao longo da história, incluindo golpes e sanções.
Foto: Metropoles

A Copa do Mundo de 2026, que será realizada em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México, traz à tona um aspecto histórico significativo: 41 das 47 seleções participantes, excluindo os EUA, têm um passado marcado por intervenções diretas ou indiretas promovidas por Washington. Essas ações incluem intervenções militares, golpes de Estado, sanções econômicas e operações de inteligência.

O histórico de interferências dos Estados Unidos se estende por mais de um século e pode ser dividido em três períodos principais. O primeiro abrange o final do século 19, quando os EUA iniciaram sua expansão militar, como evidenciado pela Guerra Hispano-Americana de 1898. O segundo período, após a Segunda Guerra Mundial, viu um aumento nas operações encobertas e intervenções em governos eleitos, especialmente durante a Guerra Fria. Por fim, o pós-Guerra Fria trouxe novas dinâmicas, com foco em guerras regionais e intervenções humanitárias.

As formas de interferência identificadas incluem: intervenções militares diretas, apoio a mudanças de regime, influência em processos eleitorais, sanções econômicas, alianças estratégicas e operações de inteligência.

Países participantes e suas histórias de interferência

Na América Latina, o Brasil, por exemplo, foi alvo de apoio dos EUA ao golpe militar de 1964, enquanto o México sofreu com a Guerra Mexicano-Americana entre 1846 e 1848, que resultou na perda de vastos territórios.

Na Europa, a Inglaterra enfrentou coerção econômica durante a crise de Suez em 1956, e a Alemanha passou por ocupação e reorganização após a Segunda Guerra Mundial. Na África, o Egito e Gana também têm histórias de intervenções, enquanto no Oriente Médio, o Irã e o Iraque são exemplos de ações militares e mudanças de regime.

As intervenções dos EUA não se limitam a um único continente, abrangendo também a Ásia e a Oceania, com casos como a ocupação do Japão após a Segunda Guerra e a presença militar contínua na Coreia do Sul.

Casos emblemáticos de interferência

Entre os casos mais emblemáticos, destaca-se a Operação Ajax em 1953, que resultou na derrubada do primeiro-ministro iraniano Mohammad Mossadegh. No Iraque, a invasão de 2003 levou à deposição de Saddam Hussein, enquanto no Panamá, a invasão de 1989 depôs o ditador Manuel Noriega.

Esses episódios ilustram como as intervenções dos EUA moldaram a política e a história de diversas nações ao longo do tempo, refletindo um padrão de influência que continua a ser debatido e analisado.

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