O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas decidiu adiar a votação de uma resolução que permitiria o uso da força no Estreito de Ormuz, visando proteger a navegação comercial na região. A nova data para a votação foi marcada para a próxima semana, conforme informado por diplomatas da ONU.
A China, que possui poder de veto, expressou sua clara oposição à autorização do uso da força. Outros membros permanentes do conselho, como França e Rússia, também sinalizaram resistência à proposta.
O adiamento ocorreu na tentativa de buscar um consenso, já que a votação estava inicialmente agendada para sexta-feira e foi posteriormente remarcada para sábado.
Desde os ataques dos EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro, os preços do petróleo aumentaram, e o estreito se tornou efetivamente inacessível para o tráfego marítimo.
O ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, havia afirmado que a votação ocorreria na sexta-feira, esperando uma 'posição unificada' do conselho.
O Barein, que conta com o apoio de outros Estados árabes do Golfo e dos EUA, já havia modificado a proposta para tentar superar as objeções de Rússia e China, retirando uma referência explícita à aplicação obrigatória.
Um quarto esboço da resolução foi submetido ao procedimento de silêncio, que foi quebrado por China, França e Rússia, mas um texto finalizado foi posteriormente 'colocado em azul', indicando que uma votação pode ocorrer em breve.
O esboço final autoriza medidas por um período de pelo menos seis meses, até que o Conselho decida de outra forma. Contudo, o enviado da China à ONU, Fu Cong, reiterou sua oposição à autorização do uso da força.