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Colômbia realiza segundo turno das eleições presidenciais

Neste domingo (21), a Colômbia realiza o segundo turno das eleições presidenciais, com Abelardo de la Espriella, apoiado por Trump, enfrentando Iván Cepeda, candidato de Petro.
Foto: G1

A Colômbia volta às urnas neste domingo (21) para o segundo turno das eleições presidenciais, em uma disputa marcada por tensões entre o atual presidente, Gustavo Petro, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O resultado pode consolidar a ascensão de governos de direita na América Latina.

Abelardo de la Espriella, candidato da extrema direita e apoiado por Trump, venceu o primeiro turno e agora enfrenta Iván Cepeda, representante da esquerda e apoiado por Petro, que não pode se reeleger devido à proibição constitucional.

Espriella, advogado de 47 anos e empresário sem experiência política, se apresenta como um "salvador anti-establishment" e promete medidas rigorosas contra o crime organizado, além de cortes em programas governamentais e impostos. Ele é um cidadão naturalizado dos EUA e já viveu em Miami.

Por outro lado, Cepeda, filósofo de 63 anos e senador defensor dos direitos humanos, busca dar continuidade ao projeto político de Petro, destacando os avanços sociais do atual governo, embora enfrente o desgaste da gestão anterior.

A segurança é uma questão central na campanha, com Espriella prometendo uma ofensiva militar e a construção de megaprisões, enquanto Cepeda defende a continuidade das negociações de paz com grupos armados.

Pesquisas de opinião indicam que a violência é a principal preocupação dos colombianos, superando questões econômicas. Espriella culpa Petro pelos problemas de segurança e promete reduzir o tamanho do Estado em 40%.

As principais pesquisas projetam Espriella à frente de Cepeda, com um levantamento indicando 52,6% dos votos para o candidato da extrema direita, contra 45% para o esquerdista.

Caso Espriella vença, isso representará um triunfo significativo para a direita na América Latina, que já conta com líderes como Nayib Bukele, em El Salvador, e Javier Milei, na Argentina.

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