Juliana de Sousa, 34 anos, residente em Nazarezinho, sempre sonhou em ser mãe. No entanto, dores persistentes no abdômen e cólicas frequentes a levaram a buscar ajuda médica, resultando em um diagnóstico desafiador. Após a cirurgia, ela se sente mais esperançosa em relação à maternidade.
Encaminhada pela regulação municipal, Juliana foi atendida no Hospital do Servidor General Edson Ramalho, em João Pessoa. Após avaliação médica, foi identificado um pólipo uterino, que pode afetar a fertilidade. Para tratar essa condição, ela foi submetida a uma histeroscopia cirúrgica, um procedimento minimamente invasivo.
A ginecologista Ana Elizabete Dutra, responsável pela cirurgia, destacou a importância da histeroscopia tanto para diagnóstico quanto para tratamento de alterações uterinas que impactam a fertilidade. O procedimento oferece conforto e segurança, além de uma recuperação rápida.
No Hospital Edson Ramalho, a histeroscopia é uma das várias especialidades disponíveis no ambulatório de ginecologia. Essa técnica pode ser utilizada para diagnosticar e tratar condições como pólipos, miomas e sangramentos anormais, utilizando um histeroscópio para visualização em tempo real.
Em março, mês de conscientização sobre a endometriose, a saúde da mulher ganha destaque. Embora Juliana não tenha endometriose, os pólipos são resultado de uma proliferação anômala das células endometriais. A endometriose, que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, pode causar dor intensa e dificultar a gravidez.
Moisés Cartaxo, coordenador do Serviço de Ginecologia do hospital, enfatizou a importância de procedimentos como a histeroscopia para um atendimento mais eficiente e integral à saúde da mulher, garantindo uma abordagem minimamente invasiva e uma recuperação segura.
Fonte: Paraiba