O projeto Circulador Cultural, promovido pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), animou o Centro Histórico com ritmos como hip-hop, rap e reggae. O evento, realizado na Casa da Pólvora, contou com as apresentações de Mc’Hirlla e do Coletivo Carcará Sound System, que abordaram temas relacionados à cultura da periferia e à resistência dos povos originários da Paraíba.
Nesta edição, o festival artístico-cultural teve como tema ‘O som da terra, o grito da quebrada’, em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas. O evento faz parte do projeto ‘Arte e Cultura nas Periferias’, da Casa Pequeno Davi, com financiamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Marcus Alves, diretor executivo da Funjope, destacou que a política cultural da Prefeitura de João Pessoa prioriza a valorização da diversidade e a inclusão de diferentes linguagens artísticas. Ele ressaltou a importância do projeto da Casa Pequeno Davi, que busca evidenciar a criatividade dos artistas periféricos e garantir o acesso a editais culturais para grupos sub-representados.
A primeira apresentação foi do Coletivo Carcará Sound System, que trouxe uma mistura de reggae, dub, dancehall e rap. Composto por 12 integrantes, o coletivo foi representado por dois membros durante o evento.
Deborah Menezes, atriz e professora, expressou sua satisfação com a programação do Circulador Cultural, ressaltando a importância de manter espaços culturais ativos. Ela comentou sobre sua descoberta do hip-hop e a necessidade de expandir essa cultura para além da periferia.
A rapper Mc’Hirlla, que também é produtora cultural e ativista, enfatizou a relevância de abordar pautas sociais em suas músicas. Ela declarou:
Eu faço um rap de protesto, uma música sobre nossas lutas sociais e o que almejamos para o futuro: mais educação e respeito.
Mc’Hirlla agradeceu pela oportunidade de se apresentar em um espaço reconhecido pela Prefeitura.
O recepcionista Alex David, que já conhecia o Circulador Cultural, compareceu ao evento para apoiar o movimento hip-hop, destacando o crescimento cultural de João Pessoa.
O Festival ‘Arte e Cultura das Periferias’ é uma iniciativa que visa fortalecer as expressões culturais periféricas, especialmente o hip-hop e o passinho brega funk, como forma de enfrentar violências e promover direitos humanos. Miguel Segundo, coordenador do projeto, comentou sobre a importância do festival e a parceria com a Prefeitura, que tem contribuído para a valorização do movimento na Paraíba.
O evento também incluiu uma batalha de poesia falada, com a participação de oito poetas marginais, e uma grafitagem coletiva nos muros da Casa da Pólvora, realizada pela artista indígena Zona e outros artistas de João Pessoa e Campina Grande, que embelezaram um dos cartões-postais da cidade.
Fonte: Joaopessoa