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China rejeita acusações de trabalho forçado e tarifas dos EUA

A China se opôs às tarifas de 12,5% propostas pelos EUA, negando o uso de trabalho forçado e criticando medidas unilaterais. A declaração foi feita após investigação que envolveu 60 países.
Foto: Metropoles

Nesta quarta-feira, 3 de junho, a China expressou forte oposição às tarifas unilaterais de 12,5% propostas pelo governo dos Estados Unidos. A posição foi divulgada após uma investigação que concluiu que 60 países, incluindo Brasil e China, falharam em implementar medidas legais para proibir a importação de produtos provenientes de trabalho forçado.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que não existe trabalho forçado no país e criticou o uso dessa alegação como um pretexto para manipulação política. Mao destacou que a China se opõe consistentemente a medidas tarifárias unilaterais, afirmando que

uma guerra tarifária ou guerra comercial não atende aos interesses de ninguém

.

A decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de recomendar a taxação adicional a produtos importados de 59 países, incluindo o Brasil, foi anunciada na terça-feira, 2 de junho. Os países foram divididos em dois grupos: 54 nações, incluindo Brasil e China, que não criaram leis para proibir a importação de produtos de trabalho forçado, e seis países que possuem legislação, mas falharam na aplicação.

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