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China e Rússia reforçam laços em encontro diplomático em Pequim

A visita de Vladimir Putin a Pequim destaca a crescente influência da China na diplomacia global, em meio a conflitos na Ucrânia e no Irã. O encontro celebra 25 anos de parceria entre os países.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A China busca se afirmar como um ator central na diplomacia global, especialmente em um contexto de tensões na Ucrânia e no Irã. A visita do presidente russo, Vladimir Putin, a Pequim, é apresentada como um exemplo dessa nova posição de destaque do país no cenário internacional.

O jornal Global Times, vinculado ao governo chinês, enfatizou que sob a liderança de Xi Jinping, a China está se posicionando como um equilíbrio estratégico, recebendo tanto Putin quanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um curto espaço de tempo.

O encontro entre Xi e Putin, que celebra 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa e 30 anos de relações estratégicas, abordou temas como energia, economia e defesa. Ambos os líderes divulgaram uma declaração conjunta defendendo a multipolaridade e novos modelos de relações internacionais.

Durante a cerimônia, Xi Jinping afirmou que China e Rússia se opõem a qualquer forma de intimidação unilateral. Putin, por sua vez, destacou o papel estabilizador que os dois países exercem nas relações internacionais.

Analistas apontam que a Rússia, enfraquecida por sanções ocidentais e pela guerra na Ucrânia, se torna cada vez mais dependente da aliança com a China. Embora Putin chegue em uma posição relativamente mais forte devido à crescente demanda chinesa por petróleo russo, a Rússia ainda depende significativamente da China para a aquisição de bens manufaturados.

Um dos principais tópicos discutidos foi o projeto do gasoduto Poder da Sibéria 2, que é crucial para a China e uma alternativa vital para a Rússia, especialmente após a queda nas exportações de gás para a Europa. O gasoduto, que poderá transportar cerca de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, é considerado estratégico para Pequim em meio a riscos nas rotas marítimas.

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