Em uma conversa recente, os ministros das Relações Exteriores do Paquistão e da China enfatizaram a urgência de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O chanceler paquistanês Ishaq Dar e o ministro chinês Wang Yi discutiram os desdobramentos da crise no Oriente Médio e as tentativas de desbloquear as negociações entre Washington e Teerã.
O Paquistão tem se posicionado como um mediador chave nas conversas, que atualmente enfrentam um impasse. Durante a ligação, Wang Yi elogiou o papel do Paquistão nas iniciativas de mediação, destacando a importância de um cessar-fogo duradouro e a necessidade de garantir a passagem normal pelo Estreito de Ormuz.
A China, aliada histórica do Irã e uma das principais compradoras de petróleo iraniano, é vista como uma mediadora potencial para reduzir as tensões entre os dois países. As negociações entre os EUA e o Irã estão estagnadas, especialmente após as declarações de Trump, que desqualificou a mais recente contraproposta iraniana.
Apesar das dificuldades, Trump expressou otimismo, afirmando que acredita que o Irã acabará por interromper o enriquecimento de urânio e abandonará suas tentativas de desenvolver armas nucleares. Ele também mencionou que mantém contatos diretos com autoridades iranianas e considera a situação sob controle.
Um assessor do líder supremo do Irã advertiu Trump para não interpretar a ausência de confrontos como uma vitória dos EUA. O Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, continua sendo um ponto sensível na crise entre Teerã e Washington.
A conversa entre os ministros ocorreu horas antes da chegada de Trump à China, onde se reunirá com o presidente Xi Jinping. Além da situação no Irã, a agenda do encontro incluirá temas como Taiwan, comércio bilateral, exportação de semicondutores, terras raras e segurança no Indo-Pacífico. O bloqueio no Estreito de Ormuz também será um tópico de discussão entre os líderes.
O Departamento de Estado dos EUA anunciou que tanto os chineses quanto os americanos concordam que nenhum país deve impor pedágios para a travessia do Estreito de Ormuz.