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Chile retira apoio à candidatura de Michelle Bachelet na ONU

O governo chileno, sob José Antonio Kast, anunciou a retirada do apoio à candidatura de Michelle Bachelet para a ONU, citando divergências e fragmentação nas candidaturas latino-americanas.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O governo do Chile, liderado pelo ultradireitista José Antonio Kast, anunciou que não apoiará mais a candidatura da ex-presidente Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas. A decisão foi divulgada em uma nota oficial na terça-feira (24).

A candidatura de Bachelet era uma iniciativa conjunta do Brasil e do México, promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ex-presidente Gabriel Boric. Na nota, a Presidência chilena afirmou que o contexto atual da eleição, a fragmentação das candidaturas latino-americanas e as divergências com alguns atores principais tornaram a candidatura inviável.

Além de retirar o apoio, o governo chileno informou que o Ministério das Relações Exteriores e as embaixadas do país deixarão de participar na promoção da candidatura. Contudo, caso Bachelet decida continuar com sua candidatura, o Chile se absterá de apoiar outro candidato.

Em fevereiro, Lula havia manifestado apoio à ex-presidente, ressaltando a fragilidade da ONU em sua função de mediação de conflitos internacionais. Ele destacou que, em 80 anos de história, seria importante que a organização fosse liderada por uma mulher, e que a nomeação de Bachelet representaria uma oportunidade para uma liderança com experiência e legitimidade.

Michelle Bachelet, que foi presidente do Chile em duas ocasiões, também ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos até 2022. Em seu discurso na Assembleia Geral do ano passado, Boric enfatizou a importância de uma mulher na liderança da ONU, destacando as qualidades de Bachelet.

A ONU deverá escolher um novo secretário-geral até o final do ano, e a seleção passará pelo Conselho de Segurança, onde cinco países têm poder de veto. O argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da AIEA, é outro candidato ao cargo e expressou sua tristeza pelo apoio do Brasil a Bachelet, mas espera que isso possa mudar.

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