Na quinta-feira (4), os candidatos à presidência do Peru, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, encerraram suas campanhas em eventos que reuniram milhares de apoiadores. A disputa ocorre em um contexto de criminalidade crescente e instabilidade política, com o segundo turno marcado para domingo.
Keiko Fujimori, representante da direita e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, apelou ao eleitorado para que vote nela, afirmando que sua vitória é crucial para evitar o "caos e o retrocesso". Durante seu discurso, ela enfatizou a necessidade de um governo que traga paz e ordem ao país.
Por outro lado, Roberto Sánchez, que se posiciona à esquerda, prometeu uma "democracia" renovada e criticou a corrupção e a impunidade. Ele se apresentou como a voz dos eleitores mais pobres e das áreas rurais, prometendo uma mudança radical e responsabilizando as elites pela instabilidade atual.
A pesquisa mais recente, realizada há cinco dias, indica um empate técnico entre os dois candidatos, com cerca de 20% do eleitorado ainda indeciso. A eleição anterior, que contou com aproximadamente trinta candidatos, foi marcada por falhas técnicas e denúncias de fraude, refletindo a frustração da população com a classe política.
A criminalidade é uma preocupação central na campanha. Keiko Fujimori prometeu uma postura firme contra a insegurança, em um país que registrou um aumento de 20% nos casos de extorsão em 2025. Já Sánchez atribuiu a violência à corrupção, propondo medidas drásticas contra corruptos.
Com cerca de 27 milhões de peruanos convocados para votar, o próximo presidente enfrentará um Congresso dividido e a desconfiança da população em relação ao governo, em um cenário onde o voto é obrigatório.