Na quinta-feira (4/6), o Senado da Bolívia aprovou um projeto de lei que regulamenta os estados de exceção no país. A votação ocorreu um dia após o presidente Rodrigo Paz ter enviado a proposta ao Congresso.
Com a nova legislação, o governo poderá declarar estado de sítio para lidar com as manifestações que ocorrem em várias regiões. A sessão do Senado foi suspensa temporariamente para que ministros do governo, incluindo Marco Antonio Oviedo (Governo), José Luis Lupo (Presidência) e Ernesto Justiniano (Defesa), pudessem explicar o conteúdo da proposta aos parlamentares.
O projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados. Recentemente, o Congresso revogou uma lei de 2020 que restringia o uso de decretos de emergência pelo Poder Executivo, o que aumenta a expectativa de que o presidente Paz decrete estado de sítio em breve.
As manifestações no país já duram 36 dias, com grupos de oposição exigindo a renúncia do presidente. Os protestos, que incluem bloqueios em rodovias, têm gerado dificuldades de abastecimento em diversas cidades, incluindo a capital, La Paz. Os manifestantes, que representam setores como camponeses, operários e professores, reclamam da escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis em meio à grave crise econômica.
Em apoio ao governo boliviano, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que ampliará a assistência ao país. Marco Rubio, em conversa com Rodrigo Paz, reafirmou o compromisso dos EUA em apoiar a democracia na Bolívia. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também expressou apoio ao governo e destacou que Washington está atento à situação no país.
Após a ascensão de Rodrigo Paz ao poder, a Bolívia reativou suas relações com os Estados Unidos, tornando-se parte da aliança de segurança Escudo das Américas.