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Campanha de Lula aciona TSE contra Meta por desigualdade algorítmica

A campanha de Lula questiona no TSE a Meta por alegações de tratamento desigual em conteúdos eleitorais, favorecendo Flávio Bolsonaro. A coligação pede medidas urgentes.
Foto: Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, alegando uma suposta "seletividade algorítmica" que estaria afetando a distribuição de conteúdos relacionados às campanhas no segundo turno das eleições presidenciais.

Na petição, a coligação Brasil Pronto Pra Mais afirma que suas publicações orgânicas e anúncios estão enfrentando limitações de entrega sem justificativa clara. Em contrapartida, conteúdos vinculados à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) estariam recebendo uma distribuição significativamente maior na plataforma.

Um exemplo citado é a "entrega desproporcional" de vídeos do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que, segundo a campanha, alcançam números comparáveis a influenciadores de renome internacional, como Kylie Jenner, Kim Kardashian e Neymar.

A META vem entregando a campanha de Flávio Bolsonaro a uma quantidade de usuários que sequer celebridades internacionais alcançam. Não há como conceber equilíbrio na disputa eleitoral com esse cenário

, afirmam os advogados na petição.

Além disso, o documento menciona uma possível atuação enviesada da ferramenta de inteligência artificial da Meta, disponível no WhatsApp. A coligação alega que testes anexados ao processo mostram que o recurso se negou a gerar imagens eleitorais relacionadas a Lula, enquanto permitiu pedidos semelhantes para Flávio Bolsonaro.

Diante dessa situação, a coligação solicita ao TSE a concessão de tutela incidental de urgência, visando a cessação imediata das restrições aos conteúdos da campanha, a remoção de perfis inautênticos e a recuperação do alcance perdido em dobro, com os custos sendo arcados pela plataforma para compensar os danos ao debate democrático até o dia da votação.

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