A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, alegando uma suposta "seletividade algorítmica" que estaria afetando a distribuição de conteúdos relacionados às campanhas no segundo turno das eleições presidenciais.
Na petição, a coligação Brasil Pronto Pra Mais afirma que suas publicações orgânicas e anúncios estão enfrentando limitações de entrega sem justificativa clara. Em contrapartida, conteúdos vinculados à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) estariam recebendo uma distribuição significativamente maior na plataforma.
Um exemplo citado é a "entrega desproporcional" de vídeos do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que, segundo a campanha, alcançam números comparáveis a influenciadores de renome internacional, como Kylie Jenner, Kim Kardashian e Neymar.
A META vem entregando a campanha de Flávio Bolsonaro a uma quantidade de usuários que sequer celebridades internacionais alcançam. Não há como conceber equilíbrio na disputa eleitoral com esse cenário
, afirmam os advogados na petição.
Além disso, o documento menciona uma possível atuação enviesada da ferramenta de inteligência artificial da Meta, disponível no WhatsApp. A coligação alega que testes anexados ao processo mostram que o recurso se negou a gerar imagens eleitorais relacionadas a Lula, enquanto permitiu pedidos semelhantes para Flávio Bolsonaro.
Diante dessa situação, a coligação solicita ao TSE a concessão de tutela incidental de urgência, visando a cessação imediata das restrições aos conteúdos da campanha, a remoção de perfis inautênticos e a recuperação do alcance perdido em dobro, com os custos sendo arcados pela plataforma para compensar os danos ao debate democrático até o dia da votação.
Fonte: Polemicaparaiba