Camila Mariz, primeira-dama do Estado da Paraíba, participou por videoconferência do Encontro Nacional das Ouvidorias das Mulheres, promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Durante o evento, foram discutidos temas relacionados à violência de gênero, incluindo os efeitos do feminicídio sobre crianças e adolescentes.
Em sua palestra intitulada "Órfãos do feminicídio — depoimento", Camila compartilhou sua experiência pessoal, revelando que aos 10 anos perdeu a mãe em um ato de feminicídio. Ela enfatizou a importância do encontro, que ocorreu de forma híbrida, para fortalecer a rede de proteção às mulheres.
Fiquei muito honrada em contribuir nas discussões desse importante evento do CNMP na perspectiva de advogada, que acredita no rigor da lei; na condição de primeira-dama, que enxerga o Estado como garantidor de direitos — afirmou Camila, ressaltando sua vivência como mulher que sofreu as consequências do silêncio imposto pela violência.
Durante sua apresentação, ela pediu que o público imaginasse uma menina de 10 anos no Sertão paraibano, que teve sua vida transformada pela tragédia do feminicídio.
Naquele momento, eu não perdi apenas meu porto seguro; perdi o mundo como o conhecia
, relatou.
Camila também destacou a importância do apoio familiar em sua recuperação e a urgência da situação atual, mencionando que o Brasil registrou mais de 1.500 feminicídios no último ano. Ela alertou sobre a criação de novos órfãos e a necessidade de o Estado agir ativamente para proteger as mulheres.
Ela apresentou as iniciativas do Governo da Paraíba no combate ao feminicídio, enfatizando a importância da Patrulha Maria da Penha, que atua na proteção das mulheres ameaçadas.
Quando a Patrulha funciona, nós interrompemos o ciclo de violência antes que ele chegue ao ponto sem retorno — afirmou.
O evento contou com a participação de outras autoridades, incluindo a promotora de Justiça Cláudia Garcia, que também abordou o tema dos órfãos do feminicídio. A abertura foi realizada pelo ouvidor nacional do Ministério Público, conselheiro Gustavo Sabóia.
Fonte: Paraiba