Search

Brasil é incluído em investigação comercial dos EUA que pode resultar em tarifas

O governo dos EUA iniciou uma investigação que pode levar à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. A análise envolve 59 economias e foca em práticas de trabalho forçado.
Foto: Trump Lula

O governo dos Estados Unidos deu início a uma investigação comercial que pode culminar na aplicação de tarifas sobre produtos exportados pelo Brasil. A Representação Comercial dos EUA (USTR) anunciou a abertura do procedimento, que abrange também outras 59 economias, incluindo países como China, União Europeia e México.

A investigação se baseia no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizado para examinar práticas comerciais consideradas desleais. O foco é avaliar se os países investigados falham em impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que poderia proporcionar uma vantagem competitiva injusta.

  • Argélia
  • Angola
  • Argentina
  • Austrália
  • Bahamas
  • Bahrein
  • Bangladesh
  • Brasil
  • Camboja
  • Canadá
  • Chile
  • China
  • Colômbia
  • Costa Rica
  • República Dominicana
  • Equador
  • Egito
  • El Salvador
  • União Europeia
  • Guatemala
  • Guiana
  • Honduras
  • Hong Kong, China
  • Índia
  • Indonésia
  • Iraque
  • Israel
  • Japão
  • Jordânia
  • Cazaquistão
  • Kuwait
  • Líbia
  • Malásia
  • México
  • Marrocos
  • Nova Zelândia
  • Nicarágua
  • Nigéria
  • Noruega
  • Omã
  • Paquistão
  • Peru
  • Filipinas
  • Catar
  • Rússia
  • Arábia Saudita
  • Singapura
  • África do Sul
  • Coreia do Sul
  • Sri Lanka
  • Suíça
  • Taiwan
  • Tailândia
  • Trinidad e Tobago
  • Turquia
  • Emirados Árabes Unidos
  • Reino Unido
  • Uruguai
  • Venezuela
  • Vietnã

De acordo com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, a investigação visa determinar se os países em questão implementam medidas adequadas para proibir a entrada de bens produzidos com trabalho forçado. Greer destacou que trabalhadores e empresas americanas enfrentam competição desleal de produtores estrangeiros que podem se beneficiar de custos reduzidos devido a essas práticas.

Se a investigação concluir que os países não estão adotando ações eficazes contra o trabalho forçado, os Estados Unidos poderão impor sanções comerciais, incluindo tarifas adicionais sobre os produtos importados. O processo inclui consultas formais com os governos envolvidos e uma audiência pública agendada para 28 de abril, com prazo para comentários até 15 de abril. A expectativa é que a investigação seja concluída até o final de julho.

A abertura da investigação ocorre após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal a aplicação de tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que permite ao presidente impor sanções em situações de emergência nacional.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE