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Brasil apoia acordo entre EUA e Irã e pede fim das hostilidades

O governo brasileiro celebrou o acordo entre EUA e Irã, que visa encerrar o conflito no Oriente Médio, e pediu o cumprimento dos compromissos assumidos pelas partes.
Foto: Itamaraty celebra acordo entre EUA e Irã e pede fim das hostilidades

O governo brasileiro manifestou apoio à assinatura do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, que busca encerrar o conflito no Oriente Médio. Em nota divulgada nesta quinta-feira (18/6), o Ministério das Relações Exteriores ressaltou a importância do acordo e pediu que as partes envolvidas cumpram integralmente os compromissos estabelecidos.

O Itamaraty também reconheceu o papel de mediação do Paquistão e do Catar, além da contribuição da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia para a construção do entendimento entre Washington e Teerã. O ministério exortou as partes a aderirem estritamente aos termos acordados.

Além disso, o governo brasileiro fez um apelo pela

completa cessação das hostilidades em todas as frentes

, incluindo o Líbano, e defendeu a continuidade das negociações diplomáticas para a consolidação de um acordo de paz abrangente e duradouro. A nota do Itamaraty reafirma a convicção de que o diálogo diplomático é a única via para a estabilidade e segurança duradouras na região.

O posicionamento do Brasil ocorre um dia após a assinatura do memorando pelos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Irã, Masoud Pezeshkian, que encerra oficialmente a guerra entre os dois países. O documento entrou em vigor imediatamente após a assinatura virtual dos líderes.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, a decisão de assinar o acordo foi tomada para reforçar o peso político do compromisso firmado. Ele destacou que a violação do acordo, uma vez assinado pelas mais altas autoridades dos dois países, acarretará custos maiores.

Embora o memorando encerre formalmente o conflito, ele possui caráter provisório. Estados Unidos e Irã terão um prazo inicial de 60 dias para negociar um tratado definitivo, com possibilidade de prorrogação mediante acordo entre as partes.

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