O co-fundador da Microsoft, Bill Gates, revelou em audiência que Jeffrey Epstein teria planejado chantageá-lo após o bilionário tentar encerrar a relação com o condenado por abuso sexual. A informação foi compartilhada durante uma audiência em 10 de junho, realizada a portas fechadas, mas cuja transcrição foi divulgada recentemente.
Gates afirmou:
Não fui chantageado, mas quando se olha para estes e-mails, parece que as ideias do Sr. Epstein estavam indo nessa direção
. Ele se referia a documentos dos arquivos de Epstein que foram divulgados pelo Departamento de Justiça. O bilionário explicou que Epstein pretendia usar seus casos extraconjugais para manipulá-lo.
Durante a audiência, Gates admitiu ter tido pelo menos três casos extraconjugais, mas afirmou que Epstein só soube deles após o término da relação entre eles. O co-fundador da Microsoft garantiu que nenhuma das mulheres envolvidas tinha ligação com Epstein.
A relação entre Gates e Epstein começou em 2011, quando o bilionário buscava financiadores para a Fundação Gates, focada em saúde mundial. Gates reconheceu que tinha conhecimento da má reputação de Epstein, mas decidiu manter a relação, sem entender a gravidade dos crimes cometidos por ele.
Estava tão concentrado na possibilidade de angariar fundos para a saúde global que deixei que esse objetivo se sobrepusesse ao meu bom senso
, admitiu Gates. Ele também mencionou que, após três anos de encontros, percebeu que Epstein não tinha intenção de cumprir suas promessas de ajuda.
Gates contou que, em 2014, decidiu encerrar a relação, mas Epstein tentou forçar seu retorno, insinuando sobre os casos extraconjugais do bilionário. Gates afirmou que nunca houve ameaças diretas, apenas uma linguagem velada.
Nos e-mails divulgados, Epstein também mencionou doenças sexualmente transmissíveis que, segundo ele, Gates teria contraído. O bilionário negou essas alegações, afirmando que Epstein misturou verdades e mentiras.