Em resposta ao aumento das temperaturas extremas, a prefeitura de Barcelona, na Espanha, iniciou a distribuição de pulseiras que monitoram a temperatura corporal de trabalhadores que atuam ao ar livre. A medida visa prevenir insolação e outras complicações de saúde durante as ondas de calor que têm afetado o país, resultando em mais de mil mortes apenas no mês de junho.
Cerca de 1.400 pulseiras foram entregues a profissionais como varredores de rua, jardineiros, equipes de iluminação pública e funcionários da coleta de lixo. Os dispositivos emitem alertas sonoros e vibram quando detectam sinais de superaquecimento, orientando o trabalhador a interromper suas atividades e buscar um local fresco.
Pep Llimona, coordenador de prevenção do serviço municipal de parques e jardins, destacou que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da cidade para lidar com os efeitos das mudanças climáticas, que têm intensificado a frequência e a severidade das ondas de calor.
A preocupação com a saúde dos trabalhadores é justificada, uma vez que, nos últimos anos, houve registros de mortes de profissionais em jornadas sob altas temperaturas em diversas regiões da Espanha. Isso levou a uma revisão dos protocolos de segurança e dos horários de trabalho.
Um caso recente chamou a atenção: em junho de 2025, uma funcionária de 51 anos faleceu enquanto trabalhava em um dia em que os termômetros marcaram 30,4°C. Embora a prefeitura tenha iniciado uma investigação, afirmou que não há indícios de que a morte tenha sido causada por insolação.
Llimona mencionou que o projeto das pulseiras já estava em desenvolvimento antes do incidente, mas reconheceu que a situação acelerou sua implementação.
Isso fez o projeto avançar mais rapidamente e nos levou a refletir ainda mais sobre o tema — afirmou.
A Espanha enfrenta um dos períodos mais quentes de sua história recente, com junho sendo o segundo mês mais quente já registrado. Uma nova onda de calor é esperada para o próximo fim de semana, o que aumenta a necessidade de cuidados redobrados durante o trabalho, conforme destacou a supervisora Ester Jimenez.
Tenho medo de que alguém sofra uma insolação. Com temperaturas assim, o futuro é preocupante — declarou Jimenez, ressaltando a seriedade da situação.