A diretora da agência britânica de inteligência e segurança, GCHQ, afirmou que quase 500 mil soldados russos já morreram desde o início da guerra na Ucrânia. Anne Keast-Butler destacou que, apesar do apoio contínuo à Ucrânia, o presidente Vladimir Putin está enfrentando dificuldades no campo de batalha.
Outras estimativas também indicam centenas de milhares de baixas entre os militares russos, com o conflito se estendendo por quase cinco anos. Um estudo do think tank americano Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estimou, em janeiro, que 1,2 milhão de soldados russos teriam sido mortos, feridos ou desaparecidos, com 325 mil mortes confirmadas até então.
A Rússia, no entanto, refutou esses dados. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) calcula que as baixas no front superam 30 mil militares por mês. Atualmente, a Rússia teria cerca de 700 mil soldados na zona de guerra, após convocar cerca de 300 mil homens.
Diante do elevado número de baixas e do lento ritmo de alistamento voluntário, analistas especulam sobre a possibilidade de uma nova mobilização forçada, semelhante àquela anunciada em 2022. No momento, não há grandes avanços territoriais por parte de nenhum dos lados, enquanto a Ucrânia intensifica ataques a instalações de transporte de petróleo na Rússia.