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Autópsia confirma que baleia Timmy era fêmea

A baleia-jubarte conhecida como Timmy, encontrada morta na Dinamarca, era uma fêmea. A autópsia não conseguiu determinar a causa da morte, mas revelou detalhes importantes sobre o animal.
Foto: G1

A autópsia da baleia-jubarte chamada Timmy, encontrada morta na ilha dinamarquesa de Anholt, confirmou que o animal era uma fêmea. O exame, realizado na noite de quinta-feira (4), não conseguiu determinar a causa da morte.

Na manhã seguinte, os restos da baleia foram removidos da praia, conforme informações da emissora TV2, com base em dados das autoridades ambientais da Dinamarca. O transporte final dos resíduos está previsto para os próximos dias.

Os especialistas que realizaram a autópsia utilizaram roupas de proteção devido ao estado avançado de decomposição do animal. O corpo, já inchado e com coloração alterada, foi medido e analisado externamente antes de ser aberto para inspeção interna.

Apesar da análise detalhada, não foram encontradas lesões que explicassem a morte, o que é comum em casos de decomposição avançada. Embora parasitas tenham sido identificados nos rins, eles não são considerados responsáveis pelo óbito. Além disso, não foram encontrados objetos estranhos no estômago ou na boca da baleia.

A confirmação de que Timmy era uma fêmea foi feita através da identificação do útero, que não apresentava sinais de gravidez recente. Amostras de órgãos, como fígado e rins, foram coletadas para análises laboratoriais, cujos resultados podem levar meses.

A bióloga Charlotte Bie Thostesen destacou a importância do exame, já que baleias-jubarte são difíceis de estudar em mar aberto, e encalhes oferecem oportunidades raras para pesquisa.

Após a autópsia, partes da carcaça foram removidas com equipamentos pesados e armazenadas em contêineres. Os resíduos serão processados por empresas especializadas, mas parte do material será preservada para fins científicos, incluindo ossos que integrarão o acervo do Museu de História Natural de Copenhague.

O caso de Timmy ganhou repercussão internacional após uma sequência de encalhes e uma tentativa de resgate considerada incomum na Europa. A baleia foi vista pela primeira vez em março de 2026 na costa do Mar Báltico, fora de seu habitat natural.

Após semanas em águas rasas e sinais de fraqueza, uma operação de resgate foi organizada, resultando na soltura do animal em alto-mar no início de maio. No entanto, especialistas já alertavam que as chances de sobrevivência eram baixas.

Poucos dias após a soltura, Timmy foi encontrada morta próxima à ilha de Anholt, com a identidade confirmada por um dispositivo de rastreamento.

O caso gerou debates sobre intervenções desse tipo, com opiniões divergentes entre especialistas. Apesar das críticas, a situação de Timmy trouxe à tona os riscos enfrentados por baleias devido à atividade humana, como mudanças climáticas e poluição.

Com a autópsia concluída e análises em andamento, pesquisadores esperam que o caso contribua para o conhecimento sobre a espécie e ajude em futuras decisões em situações semelhantes.

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