A República Democrática do Congo enfrenta um aumento alarmante no número de casos suspeitos de Ebola, que praticamente triplicaram em uma semana. Até a última sexta-feira, foram contabilizados 750 casos suspeitos e 177 mortes, um salto em relação aos 246 casos e 65 mortes da semana anterior.
Diante dessa situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco de surto para 'muito alto' em nível nacional e 'alto' para Uganda, além de emitir um alerta internacional sobre a possibilidade de propagação da doença.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, expressou sua preocupação, afirmando que a situação é 'profundamente preocupante'. Para enfrentar o surto, a OMS enviou 22 profissionais de saúde ao Congo.
Mohamed Yakub Janabi, diretor regional da OMS para a África, destacou a gravidade do surto, alertando que subestimar o risco é um 'erro'. Ele comparou a mobilização em torno da saúde na África com a resposta a um recente surto de hantavírus em um navio de cruzeiro, enfatizando que a atenção deve ser proporcional ao risco representado pelo Ebola.
Seria um grande erro subestimá-lo, especialmente com um vírus com essa cepa, Bundibugyo, (para a qual) não temos a vacina. Basta um caso de contato para colocar todos nós em risco, portanto, meu desejo e minha oração é para que consigamos dar a atenção que ele merece.
O Ebola é causado por um vírus que pode ser transmitido a humanos por animais selvagens, como morcegos e primatas. A transmissão entre humanos ocorre através do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou com superfícies contaminadas. A taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%, podendo chegar a 90% em alguns casos.
Os sintomas da infecção pelo vírus Ebola incluem febre, cefaleia, fraqueza, diarreia, vômitos, dor abdominal, inapetência, odinofagia e manifestações hemorrágicas. Até o momento, não há registros de casos de Ebola no Brasil.