Durante uma sabatina, Augusto Cury, pré-candidato à presidência pelo Avante, revelou sua intenção de convocar um grupo de juristas, tanto nacionais quanto internacionais, para investigar se houve irregularidades nos processos relacionados aos eventos de 8 de janeiro. Cury acredita que as análises já realizadas não são suficientes.
O pré-candidato enfatizou que deseja evitar a polarização política, buscando um diálogo construtivo.
Vou convidar um grupo de juristas notáveis do Brasil e de fora para ver se teve vícios nos processos. O julgamento não foi suficiente; quero analisar — afirmou.
Cury também abordou a necessidade de reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que ministros possam ser alvos de impeachment em casos de erro. Ele sugeriu o fim da vitaliciedade dos ministros, propondo mandatos de oito anos e a indicação de mulheres para as próximas vagas.
Se o [ministro] cometeu erros, tem de sofrer impeachment. Eu sou o único que propõe uma reforma séria no STF, o fim da vitaliciedade. Cada um fica 8 anos e vai embora. E os próximos dois ministros teriam que ser mulheres — declarou.
Além disso, Cury se posicionou a favor da adoção do parlamentarismo, argumentando que o Brasil já opera sob um sistema parlamentarista de fato. Ele se manifestou contra a reeleição, defendendo a necessidade de um primeiro-ministro aprovado pelo Congresso.
Tem que ter um primeiro-ministro chancelado pelo Congresso, que hoje já tem muito peso. Vivemos um parlamentarismo de fato, mas não de direito — disse.
Ao discutir a formação de um possível governo, Cury se apresentou como um conciliador, afirmando que não formaria uma equipe apenas com aliados pessoais. Ele também se distanciou de Pablo Marçal, afirmando que não há planos políticos conjuntos com o empresário.
Nunca pensei em Marçal como ministro. É outra coisa a relação de amizade que construí com ele, que, inclusive, tem dezenas de empresas, é muito rico e tem várias atividades — concluiu.
Fonte: Polemicaparaiba