O escritor Augusto Cury, que também se candidatou à Presidência, declarou seu apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno. A decisão foi tomada após uma videochamada de mais de uma hora na manhã de quinta-feira.
Cury apresentou uma lista de medidas que deveriam ser registradas por escrito, e Flávio concordou em formalizar esse compromisso em um documento intitulado 'Termo de Compromisso Público com o Brasil', assinado em Brasília.
No termo, Flávio enfatiza que o apoio não implica em 'qualquer troca de cargos, vantagens pessoais', e que o pacto se fundamenta na defesa da democracia, na alternância de poder e na pacificação nacional.
O texto deixa claro que a confiança de Cury não é um 'cheque em branco', estabelecendo que o apoio está condicionado ao respeito aos princípios acordados, à transparência e à responsabilidade fiscal.
Cury expressou preocupação com a alta taxa de endividamento das famílias brasileiras, que ultrapassa 82%, e reiterou que 'o dinheiro não garante a felicidade, mas a falta de dinheiro garante ansiedade'.
Compromissos firmados
A carta contém oito compromissos que Flávio se compromete a perseguir, incluindo:
- Fim da reeleição presidencial, propondo emenda à Constituição.
- Revolução da educação, com extensão da jornada escolar e capacitação de docentes.
- Revolução da saúde e telemedicina, criando uma estrutura pública de telemedicina.
- Proteção integral às mulheres, priorizando o combate à violência de gênero.
- Cooperativismo, apoiando o ato cooperativo e a verticalização agroindustrial.
- Financiamento de microempresas, viabilizando crédito e criando escolas de empreendedorismo.
- Revolução da agricultura, visando duplicar a produção nacional de alimentos.
- Pacificação nacional, governando sem vingança ou perseguição política.
O documento conclui que o país necessita de um novo modelo de liderança, caracterizado por 'uma mente capitalista e um coração social'. Flávio se compromete a usar sua influência política para implementar esses compromissos, respeitando as competências constitucionais da Presidência e a atuação do Congresso.
A carta termina com a reflexão de que 'o poder passa, os cargos terminam, mas as sementes que plantamos podem transformar a história de uma nação'.
Fonte: Polemicaparaiba