Na madrugada desta segunda-feira (15), um ataque em larga escala realizado por forças russas na Ucrânia resultou na morte de pelo menos 11 pessoas. O ataque foi especialmente intenso em Kiev, onde o mosteiro Kyiv Pechersk Lavra, um importante símbolo da história cultural ucraniana, pegou fogo.
Os bombardeios em Kiev atingiram diversos bairros, causando a morte de cinco pessoas e deixando 34 feridos, conforme informações das autoridades locais. Em Kharkiv, no nordeste do país, cinco pessoas, incluindo quatro membros dos serviços de emergência e um funcionário municipal, também perderam a vida. Além disso, uma morte foi registrada em Kherson, no sul.
O mosteiro Kyiv Pechersk Lavra, fundado em 1051 e classificado como patrimônio mundial pela Unesco, sofreu danos significativos em um ataque direto, conforme relatou Tymur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev. A Unesco condenou o ataque, afirmando que ele causou danos tanto no exterior quanto no interior da Catedral da Dormição.
A Rússia, por sua vez, negou a responsabilidade pelo ataque ao mosteiro, alegando que um míssil do sistema de defesa aérea Patriot, fabricado nos Estados Unidos, teria causado os danos. O Ministério da Defesa russo afirmou que seu ataque tinha como alvo instalações de fabricação de drones.
O presidente ucraniano Volodimir Zelenski classificou o ataque ao mosteiro como um grave crime contra a cultura cristã e pediu aos países do G7 que aumentem a pressão sobre a Rússia e ampliem a ajuda à defesa aérea da Ucrânia.
O presidente francês Emmanuel Macron também condenou o ataque, afirmando que ele justifica a determinação da França em buscar um cessar-fogo e um acordo de paz. A primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, descreveu o ataque como brutal e uma verdadeira face dos valores ortodoxos da Rússia.
Enquanto as chamas consumiam o mosteiro, muitos moradores se abrigaram no subsolo, em um dos piores ataques desde junho, que deixou mais de 20 mortos e mais de 100 feridos. Drones e mísseis também atingiram prédios residenciais e danificaram linhas de eletricidade, afetando cerca de 140.000 moradores.
O Metropolita Epifânio, chefe da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, questionou o que mais seria necessário para que o mundo percebesse a necessidade de ações decisivas contra o que chamou de terror russo.
A Ucrânia está buscando urgentemente respostas internacionais para o ataque ao mosteiro e intensificou seus próprios ataques a instalações russas, enquanto a situação no país continua tensa.