Um incêndio significativo ocorreu em uma zona industrial de petróleo dos Emirados Árabes Unidos, após um ataque de drones que o governo atribui ao Irã. O incidente, que aconteceu nesta segunda-feira, deixou pelo menos três pessoas feridas, todas de nacionalidade indiana, que foram encaminhadas a um hospital.
As Forças Armadas dos Emirados informaram que interceptaram três mísseis iranianos, enquanto um quarto caiu no mar. Em resposta ao ataque, as equipes da Defesa Civil foram rapidamente mobilizadas para controlar as chamas na Zona Industrial de Petróleo de Fujairah.
Em um comunicado oficial, os Emirados Árabes Unidos classificaram os ataques como uma "escalada perigosa" e afirmaram que têm o direito de retaliar. Além disso, um prédio residencial em Omã, na costa do estreito de Hormuz, também foi atingido, resultando em dois feridos, conforme reportado pela agência de notícias estatal.
Esses ataques podem representar uma violação do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que está em vigor desde 8 de abril. O Irã, por sua vez, negou qualquer envolvimento no ataque aos Emirados, com a mídia estatal do país citando uma autoridade militar que afirmou que Teerã "não tem planos de alvejar" os Emirados.
Antes do cessar-fogo, um ataque de drone em 14 de março já havia atingido o porto de Fujairah, causando incêndios e a suspensão de operações de carregamento de petróleo. Fujairah é crucial para as exportações de petróleo dos Emirados, pois está localizado no final do oleoduto de Abu Dhabi, que transporta petróleo para o Golfo de Omã, evitando o estreito de Ormuz.
Esse oleoduto permitiu que os Emirados Árabes Unidos continuassem a exportar petróleo para os mercados globais, mesmo com a via marítima bloqueada por Teerã. Em uma declaração recente, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã divulgou um mapa que, segundo eles, mostra a expansão das áreas sob controle iraniano nas proximidades do estreito de Hormuz, incluindo os portos de Fujairah e Khorfakkan.