As tensões no Estreito de Ormuz se intensificaram com declarações contundentes do almirante Ali Akbar Ahmadian, representante do líder da Revolução no Conselho de Defesa da República Islâmica do Irã. Em uma mensagem divulgada pela agência estatal IRNA, Ahmadian responsabilizou os Estados Unidos por comprometer a segurança da navegação e da energia global, e advertiu sobre possíveis respostas militares assimétricas na região.
Os piratas marítimos americanos devem saber que operações complexas, combinadas e assimétricas em profundidade no campo de batalha irão alterar as equações de tal forma que o custo de suas decisões ultrapassará o limite de tolerância — afirmou. Ele enfatizou que as ações do Irã não devem ser vistas como meras advertências, mas sim como uma realidade iminente.
Essas declarações surgem em um contexto de crescente tensão no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio global de petróleo, onde navios militares e comerciais têm enfrentado incidentes e confrontos nos últimos meses. O major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, alertou que embarcações que cruzarem o estreito sem coordenação com Teerã poderão ser atacadas.
A Marinha iraniana também relatou ter disparado advertências contra destróieres dos Estados Unidos na área, embora o Pentágono tenha negado que qualquer embarcação americana tenha sido atingida. Além disso, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar um petroleiro da estatal ADNOC com drones, caracterizando o ato como um ataque deliberado à navegação comercial.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que o Irã realizou ataques contra embarcações de países neutros, mencionando um cargueiro sul-coreano que foi atingido na região. Trump também afirmou que forças americanas destruíram sete pequenas embarcações iranianas em operações recentes, aumentando a tensão entre as duas nações.
O Comando Central dos EUA (Centcom) defende que sua missão na região é de caráter defensivo, visando garantir a segurança da navegação global e da economia internacional. Por outro lado, o Irã acusa Washington de militarizar a área e ameaçar sua soberania. A crise se agrava em meio a relatos contraditórios sobre os incidentes no estreito, com os EUA afirmando que navios comerciais estão transitando com apoio militar, enquanto autoridades iranianas contestam essas informações.