A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementou novas ações de fiscalização que resultaram na apreensão e proibição de venda de vários produtos no Brasil. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, envolvem medicamentos, suplementos e um produto de limpeza com irregularidades sanitárias.
Um dos casos mais relevantes é o do medicamento Mounjaro KwikPen 15 mg. A Anvisa determinou a apreensão do lote D719674C após identificar indícios de adulteração. A fabricante Eli Lilly informou que, embora a embalagem externa apresente um número de lote válido, o conteúdo da caneta possui um rótulo falsificado e dados inconsistentes, levando à conclusão de que o produto não é o original.
Outros medicamentos também foram afetados pela fiscalização. Dois lotes do Dysport 500 U foram apreendidos e proibidos de serem vendidos após a descoberta de unidades falsificadas no mercado. Os lotes P22179 e W26232 foram identificados como falsificações, com características que não correspondem aos lotes originais.
Além disso, o lote 2515799 do medicamento maleato de enalapril 20 mg, fabricado pela 1Farma Indústria Farmacêutica, será recolhido devido a manchas escuras nos comprimidos, causadas por uma má dispersão de corante durante a fabricação. Apesar da alteração na aparência, análises não indicaram risco direto aos pacientes.
A Anvisa também proibiu a venda e anúncios de produtos à base de canabidiol que estavam sendo comercializados na internet, como o Óleo Green Planet, por estarem sem registro ou autorização sanitária.
Além disso, a agência vetou a comercialização de diversos produtos que utilizam a planta canela de velho, frequentemente associada à sucupira ou ao cloreto de magnésio. Esses itens estavam sendo promovidos como medicamentos, mas não possuem registro ou notificação na Anvisa. A maioria é fabricada por empresas desconhecidas e divulgada com promessas terapêuticas não comprovadas.