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Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento Rosabella Moringa por contaminação

A Anvisa proibiu 52 lotes do suplemento Rosabella Moringa devido a risco de contaminação por Salmonella resistente. A medida visa proteger a saúde pública.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a proibição de 52 lotes do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules, fabricado pela empresa Ambrosia Brands. O produto está associado a um surto de contaminação por uma cepa de Salmonella resistente a antibióticos.

A Salmonella pode causar infecções em humanos, com sintomas que surgem entre 12 e 72 horas após a ingestão de alimentos contaminados. A infecção, conhecida como salmonelose, afeta principalmente o trato gastrointestinal, provocando diarreia, febre e cólicas abdominais.

Crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido estão em maior risco de desenvolver formas graves da infecção. A Anvisa alerta que a cepa identificada é resistente a antibióticos convencionais, exigindo tratamentos mais potentes em casos graves.

No Brasil, produtos à base de Moringa oleifera são proibidos desde 2019, pois não há comprovação de segurança para seu uso em alimentos. A Anvisa já avaliou a planta em diversas ocasiões, mas não conseguiu afastar os riscos de efeitos genotóxicos e hepatotóxicos.

A medida da Anvisa visa impedir a importação e comercialização desses lotes no Brasil. Embora a empresa Ambrosia Brands tenha informado sobre a distribuição do produto ao país, a Anvisa não identificou importações comerciais desses lotes até o momento.

A agência também encontrou anúncios de venda do produto em plataformas de e-commerce, o que levanta a possibilidade de importação por pessoas físicas. A Anvisa orienta a população a não adquirir produtos irregulares e a denunciar anúncios suspeitos.

Além disso, a Anvisa destaca que o produto não possui registro no Brasil e que muitos itens à base de Moringa são vendidos com alegações de cura para doenças, o que é proibido para alimentos. A agência recomenda que os consumidores não comprem esses produtos.

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