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Anvisa aprova uso da vacina Arexvy contra bronquiolite para adultos

A Anvisa autorizou a vacina Arexvy, que previne bronquiolite, para adultos a partir de 18 anos. A inclusão no SUS depende de avaliação do Ministério da Saúde.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a ampliação do uso da vacina Arexvy, desenvolvida pela GSK, para adultos com 18 anos ou mais. Anteriormente, o imunizante era indicado apenas para pessoas acima de 60 anos.

Entretanto, essa decisão não implica na imediata incorporação da vacina pelo SUS (Sistema Único de Saúde), uma vez que a oferta em larga escala depende da avaliação e compra pelo Ministério da Saúde, que não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

O infectologista Leandro Curi, do Hospital Felicio Rocho, explica que a vacina é indicada para prevenir a Doença do Trato Respiratório Inferior (DTRI), causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite.

Curi também menciona que existe outra vacina contra o VSR, a Abrysvo, desenvolvida pela Pfizer, que começou a ser fornecida pelo SUS em dezembro de 2025 para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.

As vacinas têm um custo elevado na rede privada, com preços superiores a R$ 1.500, mas foram adquiridas pelo SUS através de um acordo entre o Instituto Butantan e a Pfizer.

O VSR é um vírus respiratório altamente transmissível, que pode causar sintomas leves, mas em casos mais graves pode levar a complicações sérias, especialmente em crianças menores de dois anos e em adultos acima de 60 anos.

Dados recentes indicam um aumento significativo nos casos e mortes por VSR no Brasil, com crescimentos de 61,4% e 64,6%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Os especialistas ressaltam que, apesar da ampliação da faixa etária para a vacina, a indicação não é universal, focando em grupos de maior risco, como gestantes, bebês e pacientes com condições de saúde específicas.

Curi expressa esperança de que a vacina seja ampliada para um público maior no futuro, destacando que os efeitos adversos mais comuns são leves.

O diagnóstico do VSR é geralmente clínico, baseado na avaliação do histórico do paciente e dos sintomas apresentados. Não há tratamento específico, sendo o manejo de suporte.

Medidas simples de higiene, como lavar as mãos frequentemente e evitar aglomerações, são recomendadas para prevenir a infecção.

Para gestantes, a vacina é aplicada em dose única a partir da 28ª semana de gestação, conferindo proteção passiva ao recém-nascido.

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