O líder supremo do Irã, Aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei, anunciou o perdão de dois mil condenados em decorrência do feriado islâmico Eid al-Ghadir, celebrado em 4 de junho deste ano. A festividade é significativa para os muçulmanos xiitas, marcando a declaração de Ali ibn Abi Talib como sucessor do Profeta Maomé em 610 d.C.
A decisão de conceder o indulto foi feita a pedido do chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejei. Segundo informações da agência de notícias Tasnim, o artigo 110 da Constituição iraniana confere ao Líder Supremo o direito de perdoar ou reduzir penas com base em recomendações do Judiciário.
Entretanto, a anistia não se aplica a todos os condenados. Aqueles que foram sentenciados por crimes como luta armada contra o país, tráfico de drogas, roubo à mão armada, contrabando de armas, sequestro, suborno e peculato não estão incluídos na clemência.
Essa prática de conceder perdão em datas comemorativas é comum no Irã. Em fevereiro deste ano, por exemplo, Ejei também solicitou a redução de penas para 2.108 detentos em razão do 47º aniversário da Revolução Islâmica de 1979 e das festividades do mês lunar Hijri de Shaaban.