O governo de Israel confirmou um acordo com o padre que teve sua celebração da Missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro impedida. Este evento, que é um dos mais significativos para a comunidade católica, gerou grande comoção entre os fiéis.
O entendimento foi divulgado nesta segunda-feira e abrange as próximas celebrações do período pascal. A negociação ocorreu entre a Polícia de Israel e o cardeal católico latino Pierbattista Pizzaballa.
Em comunicado, as autoridades israelenses afirmaram que, devido à complexa situação de segurança da Operação Leão Rugidor, as cerimônias, incluindo a do Fogo Sagrado, ocorrerão de forma simbólica e limitada. O anúncio enfatizou a importância de manter a liberdade de culto enquanto se prioriza a proteção da vida humana.
A interrupção da missa foi um evento sem precedentes em séculos, resultando na proibição de entrada das principais lideranças cristãs no local sagrado. Essa decisão, tomada em meio a uma escalada militar na região, provocou reações imediatas do Vaticano e de governos europeus, que consideraram a ação uma afronta à liberdade religiosa.
O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa relataram que dois religiosos foram interceptados e obrigados a retornar, classificando o episódio como um 'precedente grave' e denunciando a falta de respeito à sensibilidade de bilhões de fiéis que olham para Jerusalém neste período.
O Brasil também se manifestou contra a decisão, com o Ministério das Relações Exteriores afirmando que o episódio representa uma violação da liberdade religiosa e do acesso a locais sagrados. A nota oficial lembrou o parecer da Corte Internacional de Justiça, que considera a presença de Israel no Território Palestino Ocupado como ilícita.