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Abelardo de la Espriella enfrenta desafios após vitória apertada na Colômbia

Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia, terá dificuldades para implementar reformas radicais devido à margem estreita de votos e oposição política.
Foto: G1

Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia em uma apuração preliminar, obteve uma vitória apertada que pode ser contestada pelo atual presidente Gustavo Petro. O ultradireitista terá pouco espaço para implementar as reformas radicais prometidas durante sua campanha, que incluem cortes drásticos nos gastos do Estado, uma postura rigorosa contra grupos armados e corrupção, além do reforço na segurança.

Com uma diferença de menos de um ponto percentual, equivalente a cerca de 250 mil votos, em relação ao candidato do governo, Iván Cepeda, analistas políticos preveem uma transição política complicada, refletindo a polarização extrema do país, semelhante ao que ocorre no Peru.

Se a contagem preliminar for confirmada, De la Espriella enfrentará um Congresso dividido, onde a coligação de Petro possui o maior número de cadeiras, mas sem uma maioria absoluta. Para implementar as soluções rápidas descritas em seu plano de governo, intitulado “Pátria Milagrosa”, ele precisará formar alianças com partidos tradicionais de direita e de centro.

O desempenho de Espriella nas urnas foi abaixo das expectativas de sua base, indicando uma grande rejeição, assim como ocorre com Petro. Após a contagem preliminar, o candidato afirmou que governará para todos os colombianos, afirmando: “Não haverá um terceiro turno nas ruas.”

Apesar disso, seus aliados na América Latina celebraram a vitória de forma exagerada. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que ele “ganhou e com folga!”, enquanto o argentino Javier Milei se referiu a ambos como

O Tigre e o Leão rugem na América Latina

. O equatoriano Daniel Noboa elogiou a escolha dos colombianos “pela ordem em vez da impunidade”, e o chileno José Antonio Kast comemorou “a nova era de liberdade” na Colômbia.

Esse alinhamento político indica um deslocamento para a extrema direita na região, impulsionado mais pela insatisfação popular com a corrupção, pobreza e insegurança do que por questões ideológicas.

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