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A União Europeia prioriza a ampliação com novos membros

A ampliação da União Europeia é uma prioridade, com Montenegro como candidato. A invasão da Ucrânia pela Rússia trouxe novas discussões sobre segurança e adesão.
Foto: G1

A ampliação da União Europeia (UE) foi destacada como uma prioridade em reunião recente com os ministros das Relações Exteriores do bloco. A comissária europeia Marta Kos afirmou que, caso os países candidatos apresentem resultados, a UE também precisará corresponder.

Em abril, a UE criou um grupo de trabalho para redigir o tratado de adesão de Montenegro, o que, segundo Kos, demonstra um avanço além da retórica. Strahinja Subotic, do Centro de Política Europeia, considera que isso é um sinal claro de que Montenegro pode se tornar o próximo Estado-membro.

A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 trouxe a questão da ampliação para o centro da política europeia, transformando um processo técnico em uma questão de segurança. Steven Blockmans, do Centro de Estudos de Política Europeia, ressalta que todos os Estados-membros reconhecem a necessidade geopolítica de ampliar o bloco.

O debate em Bruxelas também se concentra na adequação do modelo tradicional de adesão. Kos mencionou que estão sendo discutidos novos princípios de integração que poderiam ser aplicados a áreas além do mercado único, especialmente em segurança.

Recentemente, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, sugeriu uma forma de "associação" para a Ucrânia, permitindo sua participação em instituições europeias antes da adesão plena. Ele também propôs acesso privilegiado ao mercado único para países dos Bálcãs Ocidentais e Moldávia.

Entretanto, algumas propostas, como a "ampliação reversa" apoiada pelo presidente ucraniano Volodimir Zelenski, enfrentaram resistência. Essa ideia sugere que países como a Ucrânia entrem formalmente na UE antes de completarem as reformas necessárias.

Uma das questões centrais é o poder de decisão que novos membros teriam desde o início, especialmente em áreas que exigem unanimidade. Há discussões sobre a possibilidade de limitar temporariamente os direitos de veto desses novos Estados-membros.

Montenegro, que não deseja atrasos em seu processo de adesão, pode servir como um teste para novos mecanismos de ampliação. Blockmans acredita que o tratado de adesão em elaboração pode se tornar um modelo para futuras ampliações da UE.

Subotic espera que a UE implemente ferramentas de monitoramento pós-adesão mais robustas, especialmente em áreas como Estado de Direito e retrocessos democráticos.

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