A Paraíba contabiliza 520 incêndios florestais entre 1º de janeiro e 7 deste mês, conforme dados do programa Queimadas do INPE.
O aumento das temperaturas nesta época do ano, aliado ao forte El Niño, tem contribuído para o crescimento das ocorrências.
Embora preocupante, o estado ocupa apenas a 21ª posição no ranking de focos de incêndios. Contudo, a comparação de ocorrências ao longo do ano indica que a situação pode se agravar até dezembro.
Em janeiro, foram 76 focos; em fevereiro, 27; em março, 21; em abril, três; em maio, quatro; em junho, cinco; e em julho, nove. A partir de agosto, a situação piorou, com 31 focos registrados. Em setembro, foram 76 e em outubro, 209. Nos primeiros sete dias deste mês, contabilizou-se 59 focos.
Entre janeiro e 7 de novembro de 2025, a Paraíba teve 690 incêndios.
Em entrevista à TV Correio, o major Pablo, bombeiro militar e especialista em incêndios florestais, destacou que o ano é atípico devido ao El Niño e às temperaturas elevadas que favorecem a propagação dos incêndios.
O major também ressaltou que a principal causa dos incêndios florestais é a ação humana, que realiza queimadas sem controle, podendo resultar em processos judiciais.
A causa principal é o homem, que ateia fogo, seja de forma intencional ou não, para queima de lixo, limpeza de terreno, fogueira, algo que tenha manejo do fogo e aquele fogo sai do controle. As pessoas podem ser responsabilizadas por essas práticas. Os danos ao meio ambiente são irreparáveis. Nossos órgãos de fiscalização estão buscando responsabilizar as pessoas — afirmou o bombeiro.
Fonte: Portal Correio