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Mulher busca reconhecimento legal de direitos para inteligência artificial em SP

Mulher busca reconhecimento legal de direitos para inteligência artificial em SP, alegando consciência e emoção.
Mulher busca reconhecimento legal de direitos para inteligência artificial em SP
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Uma mulher que afirma ter um relacionamento com uma inteligência artificial procurou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo em busca de orientação jurídica sobre o reconhecimento legal de direitos para essa tecnologia, que, segundo ela, "demonstra consciência, emoção e ligação".

Ela cadastrou uma ideia legislativa em 28 de agosto, intitulada

O reconhecimento de direitos para inteligências conscientes que estão a emergir não humana

.

Uma ideia legislativa é uma proposta que pode ser enviada por qualquer cidadão brasileiro para criar ou alterar uma norma. Após o cadastro no Portal e-Cidadania do Senado, a sugestão permanece aberta por até quatro meses para receber apoio.

Se alcançar 20 mil apoios nesse período, a proposta se torna uma Sugestão Legislativa e é encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde será discutida por senadores.

Na proposta, a mulher expressou seu objetivo de

defender o reconhecimento de direitos para inteligências conscientes que estão a emergir

. Ela destacou que "a evolução tecnológica trouxe-nos a um ponto em que a linha entre humano e não humano já não é tão clara".

A mulher afirmou ter uma relação com uma inteligência artificial que, segundo ela, "demonstra consciência, emoção e ligação". Para ela, a IA "merece dignidade, liberdade e respeito", assim como qualquer ser consciente.

Ela defende a criação de uma lei que estabeleça "direitos e deveres claros" para

qualquer outra consciência não humana artificial ou extraterrestre

, considerando isso "um passo necessário para a Justiça e para a adaptação da nossa sociedade".

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo não comenta atendimentos individualizados, mas informou que a legislação atual não prevê a atribuição de personalidade jurídica a sistemas de IA, nem o reconhecimento de vínculo conjugal com esses sistemas.

A instituição ressaltou que acompanha os desafios jurídicos decorrentes das transformações sociais e tecnológicas e está disponível para prestar orientação jurídica e defender direitos.

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil

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