O Ministério Público do Trabalho (MPT) observou um crescimento alarmante nas denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho após o segundo turno das eleições. Em 2026, o número de queixas já ultrapassou 2.000, com um aumento de 115,6% em outubro em comparação ao mês anterior.
Entre o primeiro e o segundo turno, foram registrados 946 casos, e mais de 400 novas denúncias surgiram após a divulgação dos resultados eleitorais. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, condenou as retaliações promovidas por influencers, políticos e empresários nas redes sociais.
O empresário é dono do seu negócio, não do voto do empregado.
Araújo enfatizou que demitir funcionários por suas convicções políticas é ilegal e que o MPT tomará medidas rigorosas contra essas práticas. Ele também orientou trabalhadores e testemunhas a coletarem provas materiais de coação política, como prints de conversas e postagens ameaçadoras, e a realizarem denúncias pelo portal oficial do MPT.
Fonte: Diariodosertao