O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, voltou a criticar os Estados Unidos por não fornecerem alertas antecipados sobre os ataques com mísseis balísticos da Rússia. Desde a noite anterior, ao menos dez instalações energéticas ucranianas foram atacadas, resultando em 500 mil pessoas sem energia, principalmente na região de Kiev.
Zelenski expressou sua frustração em suas redes sociais, afirmando:
Mais uma vez, a Rússia lançou um ataque com mísseis balísticos em ondas múltiplas ao longo da noite, e, mais uma vez, não houve alerta dos nossos parceiros
. Os parceiros mencionados referem-se aos americanos, que têm compartilhado dados de satélites e outros sensores desde o início do conflito.
A situação se agravou na semana anterior, quando Zelenski, em entrevista à NBC, agradeceu ao ex-presidente Donald Trump por ter abordado a questão, embora tenha interpretado a falta de dados como uma "mensagem" sobre as falhas no sistema de satélites Starlink, coordenado pelos EUA.
Trump, em uma postagem, deixou claro seu objetivo de negociar a paz, afirmando que não queria afastar a Rússia da mesa de negociações. Ele também insinuou que Zelenski não estava interessado em encerrar a guerra, mencionando o apoio financeiro da Europa à Ucrânia.
Além disso, Trump está buscando comprar diesel da Rússia para tentar reduzir os preços nos EUA, o que se tornou um tema delicado em meio à inflação que afeta seu partido nas eleições de meio de mandato.
Zelenski também criticou a suspensão da lei Graham, que impõe sanções severas à Rússia e aos países que compram energia de Moscou. Ele afirmou que a falta de suprimentos para a defesa aérea ucraniana e o alívio nas sanções à Rússia são uma negação da realidade por parte dos parceiros.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou sobre a situação, afirmando que não tinha certeza sobre os problemas de alerta, mas reconheceu que houve dificuldades técnicas em algumas noites.
Enquanto isso, a Rússia continua a pressionar a linha de frente em Donetsk, onde anunciou a conquista de oito vilarejos estratégicos. A Ucrânia, no entanto, nega ter perdido o controle das áreas mencionadas, embora haja indícios de avanço das forças russas.
Fonte: Noticiasaominuto