O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por meio do ministro Kassio Nunes Marques, que as plataformas digitais podem recomendar perfis e publicações de candidatos eleitos no primeiro turno das eleições de 2026. Essa decisão, comunicada às empresas em um ofício, favorece diretamente o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro.
Com essa nova orientação, a restrição anterior, que se aplicava a todos os perfis de candidatos, agora se limita apenas àqueles que continuam na disputa do segundo turno. Essa mudança na interpretação das regras eleitorais sobre a recomendação algorítmica de conteúdos políticos nas redes sociais representa uma alteração significativa.
A resolução do TSE, publicada em março, proíbe que as plataformas recomendem perfis e publicações de candidatos registrados na Justiça Eleitoral durante o período eleitoral, visando impedir que conteúdos políticos sejam sugeridos a usuários que não seguem essas contas, exceto quando impulsionados financeiramente.
Antes da nova orientação, a restrição se aplicava a todos os perfis até o fim do segundo turno. Agora, a proibição se restringe apenas aos candidatos que ainda estão na disputa. Informações da imprensa indicam que políticos ligados a Bolsonaro, como o senador eleito Gustavo Gayer, solicitaram essa mudança ao TSE.
Essa decisão pode aumentar o alcance de publicações de aliados de Flávio Bolsonaro, como o deputado federal Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambos eleitos no primeiro turno. A ampliação da visibilidade dessas contas pode beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Um levantamento da empresa Zeeng revelou que, no primeiro semestre de 2026, a maioria dos políticos mais influentes no Instagram era da direita, com o PL representando 40% dos 100 nomes mais influentes. Nikolas Ferreira liderou a lista, seguido por Michelle Bolsonaro e Lucas Pavanato.
A liberação das recomendações algorítmicas para políticos já eleitos pode, portanto, aumentar a circulação de conteúdos de aliados de Flávio Bolsonaro, em um contexto onde o alcance nas redes sociais é crucial para a mobilização eleitoral.
Fonte: Polemicaparaiba