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Flávio Bolsonaro e a Possível Revisão da PEC do Fim da Escala 6×1

Flávio Bolsonaro sinaliza a empresários que, se eleito, apoiará a revisão da PEC que extingue a escala 6×1. A proposta, aprovada pelo Senado, reduz a jornada de trabalho.
Foto: flavio bolsonaro

Durante a campanha presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) tem se comunicado com lideranças empresariais, indicando que, caso seja eleito, pretende apoiar a revisão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. Essa informação foi repassada a pedido do próprio senador, conforme fontes do Broadcast.

Um representante de uma entidade empresarial mencionou que, se Bolsonaro assumir a presidência, ele estaria disposto a rever a questão da escala 6×1. O aceno é direcionado a setores que defendem ajustes na proposta, que altera a jornada de trabalho e reduz a carga de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Aliados de Bolsonaro têm afirmado que o senador votaria a favor da PEC para evitar desgastes eleitorais, embora ele não tenha comentado publicamente sobre uma possível revisão da medida. A PEC foi aprovada pelo Senado na noite de quarta-feira, 14, e agora segue para promulgação.

Entretanto, as lideranças empresariais ainda não têm clareza sobre como seria essa revisão. Senadores da oposição também afirmam não ter informações sobre possíveis alterações. O foco, segundo os senadores, será mitigar os impactos da nova legislação nos setores produtivos.

Nesse contexto, discute-se a PEC apresentada por Rogério Marinho (PL-RN), que sugere um regime de trabalho flexível com remuneração por horas trabalhadas. Algumas lideranças empresariais expressaram críticas à mudança de posição de Flávio Bolsonaro, que anteriormente considerava o fim da escala 6×1 como uma manobra política do presidente Lula.

Na terça-feira, Bolsonaro anunciou que votaria a favor da PEC, justificando a decisão como uma forma de atender à maioria da população. Com essa mudança, a orientação da oposição também foi a favor da alteração na jornada de trabalho, visando evitar que o presidente Lula se beneficiasse politicamente do tema nas eleições.

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