A jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay foi escolhida como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, conforme anunciado pelo Comitê Norueguês do Nobel em uma cerimônia em Oslo. O prêmio reconhece seus esforços na promoção da paz e do direito internacional.
Pillay, nascida em Durban em 1941, construiu uma carreira notável durante o regime do apartheid na África do Sul. Ela foi a primeira mulher não branca a abrir um escritório de advocacia na província de Natal em 1967, desafiando as restrições impostas à população não branca.
Ao longo de sua carreira, atuou em defesa de presos políticos e de vítimas de violência, além de se envolver em causas relacionadas aos direitos das mulheres. Sua notoriedade cresceu após o fim do apartheid, levando-a a posições de destaque em tribunais internacionais.
Em 1995, foi nomeada juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde se destacou na presidência e em decisões que moldaram o direito penal internacional, especialmente em casos de violência sexual em conflitos. Posteriormente, integrou o Tribunal Penal Internacional, que julga crimes de guerra e genocídio.
Entre 2008 e 2014, ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, denunciando violações em diversas regiões e defendendo a responsabilização de autoridades por abusos. Recentemente, presidiu uma comissão de investigação da ONU sobre o Território Palestino Ocupado.
O prêmio é concedido em um contexto de crescente tensão internacional, com 65 conflitos armados registrados em 2025, o maior número desde 1946. O Comitê Norueguês do Nobel recebeu 287 candidaturas este ano, com os nomes dos indicados mantidos em sigilo por 50 anos.
A cerimônia de entrega do Nobel da Paz ocorrerá em 10 de dezembro, data que marca o aniversário da morte de Alfred Nobel. Em 2026, o prêmio será de 12 milhões de coroas suecas, além da medalha e do diploma.
Fonte: Noticiasaominuto