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Ataque de Houthis Danifica Aeronave da Saudia em Riad

Um ataque com mísseis dos houthis destruiu um avião da Saudia no aeroporto de Riad, intensificando a escalada de conflitos na região. A situação impacta voos e eventos internacionais.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Um ataque com mísseis realizado pelos rebeldes houthis do Iêmen resultou na destruição de um avião da estatal saudita Saudia no aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad. O incidente ocorre em um contexto de intensificação dos bombardeios dos houthis, que são aliados do Irã.

Nesta semana, o governo saudita confirmou a morte de três pessoas em ações contra aeroportos, incluindo uma em Riad. Os houthis afirmaram ter disparado dois mísseis balísticos contra o aeroporto, enquanto o governo local reconheceu a interceptação de um míssil, cujos destroços atingiram instalações civis.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram uma grande coluna de fumaça e os destroços de um Airbus A320 ou A321 da Saudia, que possui 64 aeronaves desse modelo em sua frota. A agência Reuters confirmou que o avião estava vazio no momento do ataque.

Como consequência imediata, as companhias aéreas Lufthansa e Air India suspenderam seus voos para Riad. O ataque ocorre em um momento crítico, já que a capital saudita sediará um importante congresso mundial de empresas de energia a partir do próximo domingo.

O governo saudita, sob a liderança do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, enfrenta desafios significativos, incluindo a rivalidade com o Irã e as tentativas de negociar a paz com Israel, que estão estagnadas. A escalada dos houthis é vista como uma resposta à contraofensiva saudita no Iêmen.

A guerra civil no Iêmen, que recomeçou em julho após um período de pausa, está inserida no contexto mais amplo do conflito entre os Estados Unidos e o Irã. A instabilidade na região também levou aliados sauditas, como Turquia e Paquistão, a anunciar ações de defesa em conjunto.

O chanceler turco Hakan Fidan esclareceu que a Turquia não enviará tropas para atacar os houthis, enfatizando que o acordo de defesa é reativo e não ofensivo.

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