O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho, afirmou que a discussão sobre a jornada de trabalho não é evitada pela oposição, mas acredita que o momento atual não é adequado para tal exame. Ele destacou que 'não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado'.
A oposição indicou a senadora Tereza Cristina para conduzir as tratativas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A expectativa é que essa conversa ocorra ainda nesta quarta-feira. Entre os pedidos, está a solicitação para que, caso Alcolumbre leve a matéria ao plenário, a apreciação se restrinja ao primeiro turno da PEC do fim da jornada 6×1, adiando o restante.
Uma PEC é considerada aprovada após passar por dois turnos de votação, o que significa que, mesmo que a primeira etapa seja vencida, há espaço para que o texto não avance após as eleições.
Alcolumbre respondeu às falas da oposição, afirmando que o compromisso era não submeter o tema ao plenário durante a disputa eleitoral. Com o término da eleição para o Senado, ele argumentou que cada senador pode decidir seu voto sem receio de que isso afete sua reeleição. Ele também mencionou que a votação pode ser acelerada se o plenário assim decidir.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, informou que já há coleta de assinaturas para solicitar um calendário especial e levar a votação o fim da jornada 6×1 antes do segundo turno. Ela afirmou que 'a cara de quem é contra [o fim da 6×1] tem que ser mostrada'.
O regimento do Senado estabelece que, após cinco sessões e a aprovação do texto no primeiro turno, deve haver uma espera de cinco dias úteis e três sessões adicionais de discussão antes do segundo turno. Caso emendas sejam apresentadas, a proposta ainda precisará ser avaliada pela Comissão de Constituição e Justiça, o que pode estender o cronograma.
A Oposição Já Sinalizou A Intenção De Apresentar Emendas
A oposição já sinalizou a intenção de apresentar emendas. Marinho afirmou que exigirá que o regimento seja seguido rigorosamente, o que poderia adiar a decisão para após o término de outubro, quando os resultados da eleição presidencial entre Lula e Flávio já serão conhecidos. No entanto, o regimento permite a redução desses prazos, desde que haja aprovação do plenário.
A senadora Damares Alves expressou apoio à mudança na jornada, mas criticou Alcolumbre por querer levar o tema ao plenário rapidamente. Ela afirmou que existem matérias mais importantes na pauta e sugeriu que a proposta tem o objetivo de desgastar a imagem de Flávio.
Se a PEC for aprovada, a jornada semanal será reduzida para 42 horas em dois meses, com dois dias de descanso remunerado por semana. Após um ano, a carga horária será reduzida para 40 horas.
Fonte: Polemicaparaiba