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Trump elogia apuração eleitoral na Índia, mas confunde datas

Em uma publicação nas redes sociais, Donald Trump elogiou a rapidez da apuração de votos na Índia, mas cometeu erros sobre o processo eleitoral e confundiu a votação com o Brasil.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma postagem nas redes sociais elogiando a agilidade na apuração dos votos na Índia, mas sua declaração continha erros significativos. Ele afirmou que 125 milhões de pessoas votaram no primeiro turno da eleição presidencial indiana e que os resultados foram divulgados no mesmo dia da votação, o que não corresponde à realidade.

Na verdade, a votação mencionada ocorreu no Brasil, e o número de eleitores na Índia para as eleições gerais de 2024 é superior a 600 milhões. Além disso, o sistema eleitoral indiano não prevê eleições diretas para a presidência, que é um cargo de chefe de Estado, mas não de governo.

Trump aproveitou a oportunidade para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos, onde a apuração pode levar dias em alguns estados. Ele afirmou que em várias cidades americanas, os resultados, com números muito menores, frequentemente demoram semanas para serem 'calculados', insinuando que o processo é corrupto.

O presidente frequentemente levanta suspeitas de fraude nas eleições dos EUA, sem apresentar evidências, especialmente com a proximidade das eleições legislativas de meio de mandato, onde o Partido Republicano pode perder a maioria no Congresso.

Recentemente, Trump mencionou estar acompanhando as eleições brasileiras 'muito de perto', mas não fez referência a candidatos específicos ou expressou apoio a algum deles. Este pleito ocorre em um contexto de relações bilaterais tensas entre os EUA e o Brasil, com o governo Lula percebendo ações de Trump como tentativas de interferência no processo eleitoral brasileiro.

Até o momento, membros do gabinete de Trump, como o secretário de Estado Marco Rubio, não comentaram sobre as eleições brasileiras. A Casa Branca foi questionada sobre o assunto, mas não respondeu até a publicação desta matéria. Essa falta de reação contrasta com a postura do governo americano durante as eleições presidenciais brasileiras de 2022, quando o então secretário de Estado Antony Blinken parabenizou os brasileiros pela condução do pleito.

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