A advogada presidente da Subseção da OAB em Cajazeiras rebateu questionamentos sobre a confiabilidade do processo de votação e explicou por que inteligência artificial ou ataques hacker não conseguem interferir na contagem dos votos
04/10/2026 às 15h11 • atualizado em 04/10/2026 às 15h15
A advogada Tatiana Crispim, atual presidente da Subseção da OAB em Cajazeiras, durante a cobertura das Eleições 2026 pela TV Diário do Sertão, abordou o papel institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) no cenário nacional e apresentou uma explicação detalhada sobre os mecanismos de segurança e fiscalização do sistema eleitoral brasileiro. A advogada desmistificou temores quanto ao uso de Inteligência Artificial (IA) no pleito e explicou como funciona a apuração nas comarcas.
Ao avaliar a relação entre os Poderes da República e as recentes tensões institucionais, Tatiana Crispim pontuou que, apesar das críticas do público e da classe política, a Suprema Corte tem cumprido suas atribuições constitucionais.
Críticas à parte, a gente sabe que o STF não é, depois dos últimos acontecimentos, um ‘céu de brigadeiro’, mas eles estão cumprindo a função. O Judiciário tem esse dever. O Legislativo e o Executivo estão sempre nessa reclamação constante de que o Judiciário interfere muito mais do que o que deveria ou do que poderia, mas eles estão cumprindo a missão — afirmou a jurista.
A advogada fez questão de rebater questionamentos sobre a confiabilidade do processo de votação e explicou por que os sistemas de Inteligência Artificial ou ataques hacker não conseguem interferir na contagem dos votos computados nas urnas eletrônicas.
Eu já participei de muitas campanhas eleitorais locais e também regionais, fui advogada representante de coligações e estive dentro do sistema eleitoral. A inteligência artificial, por enquanto, não é ameaça para o nosso processo eleitoral por uma situação: hoje, a inteligência artificial, o ataque de hacker, se faz pelas vias da internet. A urna não é conectada com a internet, então não tem como ter ataque externo à urna. A urna é segura, totalmente — ressaltou Tatiana.
Urna eletrônica (Foto: Divulgação/TRE-PB)
Blindagem contra falhas humanas na apuração dos votos
Abordando a etapa de transmissão e apuração dos boletins de urna, Tatiana Crispim detalhou a rotina de fiscalização nas salas de recebimento de mídias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas comarcas, salientando que a presença ostensiva de fiscais e advogados impede qualquer tentativa de adulteração manual.
Ninguém muda o seu voto, nem enquanto você coloca na urna, nem muito menos depois que sai da urna para a contagem. Lá numa sala fechada, que a gente chama de sala de apuração, além do juiz e do promotor de Justiça Eleitoral que estão lá fiscalizando, nós temos, para cada candidato, uma pessoa representante da coligação, advogados e pessoas da população escolhidas a dedo pela Justiça Eleitoral para acompanhar essa fiscalização — explicou.
eleiçõesinteligencia artificialstftatiana crispimurna eletrônica
Fonte: Diariodosertao