A TV Globo decidiu cancelar o debate presidencial que ocorreria nesta quinta-feira, após os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro anunciarem que não participariam do evento. O debate, programado para as 21h30, seria o último antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo.
A decisão de cancelamento foi tomada no mesmo dia em que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a participação do candidato Renan Santos, do partido Missão, no debate. Essa autorização foi concedida após um pedido do Solidariedade, garantindo a Renan as mesmas condições de tempo e perguntas que os demais candidatos.
Gilmar Mendes determinou que a emissora deveria assegurar a participação de Renan na vaga deixada por Lula, permitindo adaptações na dinâmica do programa e o credenciamento da equipe do candidato.
Flávio Bolsonaro anunciou sua desistência na noite de quinta-feira, através das redes sociais. Ele alegou que sua decisão foi motivada por mudanças nas regras do Tribunal Superior Eleitoral, que, segundo ele, impuseram censura ao evento.
Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas — afirmou.
A decisão do TSE, que alterou as regras do debate, foi tomada pela ministra Estela Aranha, que proibiu a Globo de exibir uma cadeira vazia identificada com o nome de um candidato ausente. A liminar também vetou perguntas direcionadas a candidatos que não estivessem presentes.
A ausência de Lula já havia sido antecipada por um veículo de comunicação em 29 de setembro e confirmada pela Globo no dia seguinte. Com a desistência de ambos os candidatos, o debate contaria inicialmente com a participação de Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema, além da inclusão posterior de Renan Santos.
A decisão do TSE, que proíbe a exibição de uma cadeira vazia, foi motivada por um pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais. A ministra Estela Aranha argumentou que a participação no debate é facultativa e que a ausência não deve resultar em pressões sobre os candidatos para que compareçam.
Fonte: Polemicaparaiba